Animais Noturnos: Um filme ousado como a arte deve ser. Do tipo que provoca e te faz pensar do início ao fim. Depois que acaba você não para de pensar a respeito do que acabou de assistir. Ótimo! Nota 8.
Beleza Oculta: Brilhante! Confesso que chorei. Consegue tratar com imensa sensibilidade um assunto triste e ainda usa licença poética pra isso. Nota 10.
Passageiros: É bom ver que a ficção científica ainda tem seus cartuchos pra queimar. Um espetáculo visual e uma história agradável. Mas não vai muito além e fica limitado ao talento de Chris Pratt e Jennifer Lawrence. Nota 7.
Fome de Poder: Trama bem desenvolvida, um filme que envolve, agrada e ensina, mas feito para um público restrito. Nota 7.
Até o último homem: O mundo precisa de mais filmes assim. Minha única dor de cotovelo foi não ter visto no cinema. Belíssimo! Não foi sucesso na Netflix a troco de nada. Nota 9,5.
Minha mãe é uma peça 2: Divertidíssimo. Sucesso justificado, mas o filme é dependente demais do Paulo Gustavo e você não se importa com a história. O cinema brasileiro ainda está aprendendo essa lição. Nota 7.
Estrelas além do tempo: Lindo! Mais do que um filme, um tratado para a humanidade! Para rir e chorar. Uma produção necessária! Só o título romantizado em Português que foi uma mancada. Nota 9,5.
Ghost in the Shell - A vigilante do amanhã: Horroroso. A computação gráfica não pôde fazer nada pelo filme. Os norte-americanos precisam parar com a arrogância de tentar melhorar toda ideia estrangeira brilhante. Nem sempre dá, pois acabam pecando em descontextualização cultural e até mesmo desrespeito. É tão difícil aceitar que um oriental fez algo melhor? Nota 4,5.
Fragmentado: Uma obra prima! James Macavoy está soberbo no papel, ou melhor, nos papéis. Quase tudo prende sua respiração e quando você pensa que não dá para ser ainda mais brilhante, a história te surpreende de novo. Nota 10.
Jackie: Natalie Portman está maravilhosa no papel, mas o filme não serve nem pra estudante de Ensino Médio estudar pra prova de História. Nota 5.
Capitão Fantástico: Magnífico! Talvez o drama mais perfeito que eu já tenha visto nos últimos anos. É um filme corajoso, criativo, roteiro espetacular, elenco incrível, uma obra de arte da melhor qualidade. Um dos poucos que me emocionaram neste ano. Para aplaudir de pé. Nota 10.
Capitão Fantástico: Magnífico! Talvez o drama mais perfeito que eu já tenha visto nos últimos anos. É um filme corajoso, criativo, roteiro espetacular, elenco incrível, uma obra de arte da melhor qualidade. Um dos poucos que me emocionaram neste ano. Para aplaudir de pé. Nota 10.
Logan: Tão belo que nem parece filme de herói. O tipo de história que bagunça suas estruturas e te dá um nó na garganta. Reflexivo. Nota 9.
Vida: Outro filme decepcionante de ficção científica deste ano. Você não se importa com quem morre, nem com quem vive e nem com a ameaça. E um baita elenco daqueles que não consegue acrescentar nada. Nota 4.
Power Rangers: Legal e divertido mas é só. O ritmo do filme fracassa porque as coisas demoram a acontecer e patina na indecisão de qual público quer atender. Nota 6.
Corra! Muito bom! Só não é o melhor thriller de suspense do ano por causa de Fragmentado. Ouvi maravilhas do final mas eu achei fraco. Desenvolve maravilhosamente bem, mas perde o fôlego e encerra OK. Nota 8.
Um espaço entre nós: Agradabilíssimo! Filme redondo, história interessante e bem amarrada. Encanta em vários momentos, mas não se arrisca e se assume como um filme de Sessão da Tarde. Mas gostoso de se ver assim mesmo. Nota 8.
Velozes e Furiosos 8: O filme que me fez fechar a boca porque eu quis o fim da franquia após o sétimo e não acreditei que Vin Diesel teria mais alguma carta na manga. É bom ser surpreendido. Nota 8,5
Alien Covenant: Sofrível. Duas horas da minha vida jogadas no lixo. Ridley Scott errou feio ao achar que o público perdoaria um roteiro ruim só pelo interesse na origem. Nota 3.
Guardiões da Galáxia - Volume 2: Já se consolida como o principal braço do universo Marvel. James Gunn está sobrando em relação aos outros produtores de filmes solo. Divertido, belo, emocionante, trilha sonora de primeira e não depende da história macro pois se garante sozinho. Só não consegue superar o primeiro. Excelente! Nota 9,5.
A Promessa: Um filme mais do que necessário. Deveria ser obrigatório nas escolas do mundo todo até o Genocídio Armênio ser reconhecido. Lindo, mas com invenções hollywoodianas que não me agradaram. Nota 9.
Mulher Maravilha: Ótimo! Acertaram na mosca no tom, o que não era tarefa fácil. Agrada e diverte. Gal Gadot se agiganta em meio a um elenco forte e mostra porque foi uma escolha acertada para o papel. Nota 8.
A Múmia: Não é uma beleza de filme, mas longe da porcaria que as críticas pintaram. Atende ao que se propõe e pronto. Além de ser interessante essa nova ideia de universo compartilhado de filmes sombrios. Passa. Nota 6,5.
Homem-Aranha: De volta ao lar: Francamente não entendo as críticas que recebeu por apresentar o carro-chefe da Marvel adolescente. Lamento, mas essa crítica não tem fundamento: O amigo da vizinhança raiz é um molecão, faz Ensino Médio, tem problemas de um menino comum e raras vezes foi um trintão como Tobey Maguire e Andrew Garfield. Pra mim foi um belo acerto na personagem, na história e atende perfeitamente ao público infanto-juvenil para o qual Stan Lee o criou originalmente. Nota 8.
Detetives do Prédio Azul: Atuações fracas, elenco infantil mediano, mas um bom filme dentro das limitadas produções nacionais e perfeito para o público que se propõe a atender, pois mostra o elenco original da série e faz o que a criançada quer ver. O meu sobrinho sentado ao meu lado não teve queixas. Nota 6.
Baby Driver - Em ritmo de fuga: Uma ideia genial porém mal executada. Em certos momentos chega a ser enfadonho. Destaque para a atuação de Jamie Foxx mas isso é chover no molhado. Trilha sonora empolgante e acertada mas não oferece muito mais do que isso. Nota 6.
Meu malvado favorito 3: Mais uma franquia de animação que só se mantém por questões comerciais. Legalzinho. Nota 6.
Dunkirk: A história é até boa e bem contada, as cenas de ação são ótimas, mas a partir do momento que um filme quer se vender tanto no IMAX é porque não tem muito mais a oferecer. Acaba se perdendo em muitos momentos e de vez em quando você fica querendo que acabe. No geral, um belo filme, mas desproporcional ao hype gerado. Christopher Nolan está ficando arrogante e parece achar que seu trabalho de pós-produção impecável garante um filme impecável. Engano. Nota 7.
Atômica: As melhores cenas de ação do ano e uma trilha sonora de arrepiar. Charlize Theron prova que é uma atriz muito acima da média. Um ótimo filme mas a trama é batida e você não se importa muito com os eventos. Nota 7.
Planeta dos Macacos - A guerra: Belíssimo, efeitos visuais excelentes, direção primorosa, sensível e engraçado ao mesmo tempo, mas foram desonestos vendendo um filme totalmente diferente nos trailers. Não precisavam. Nota 8,5
It - A coisa: O tipo de filme que faz as pessoas entenderem porque Stephen King é um gênio. Uma adaptação de primeira que te pega pela mão do início ao fim e nem parece filme de terror. Nota 9.
Mãe: É bom, prende desde o início e vai te surpreendendo até o desenlace. Mas exige paciência para a compreensão, o que é algo que nem todos têm. Nota 7,5.
Kingsman - O círculo Dourado: Preguiçoso. O filme se perde na arrogância de querer se referenciar como se já fosse uma franquia consolidada de sucesso. Não apresenta nada novo e repete porcamente algumas cenas do primeiro com novas roupagens. Quando Elton John rouba a cena num filme de ação é porque a coisa tá mesmo feia. Nota 5.
Thor - Ragnarok: Um filme da Marvel como um filme da Marvel deve ser. Diverte mas não encanta. Uma boa história, mas já apresenta o início do desgaste da fórmula de sucesso com uma certa descaracterização da personagem. Nota 7.
O círculo: Um filme gostoso de se ver e confronta um tema que precisa ser refletido nos dias de hoje. É bom, provoca, mas não surpreende. Nota 7,5.
A morte te dá parabéns: Atende bem ao público jovem que pretende atingir, trama bem desenvolvida, uma mensagem legal mas um plot twist pessimamente executado. Dá a impressão que deu preguiça na hora de escrever o final. Nota 6,5.
Feito na América: O tipo de filme que eu gosto. Acerta ao retratar a época, prende do início ao fim. Um roteiro excelente! Só não faz mais sentido ver o Tom Cruise escolhendo para pares românticos meninas com idade para serem filhas dele. Desculpe, isso já está mais do que forçado, está ridículo. Nota 7,5.
Bingo; O rei das manhãs: Muito bom! Bem acima da média dos filmes nacionais. Roteiro bem montado, montagem primorosa, um trabalho de primeira da técnica ao elenco. Além de não estender a duração desnecessariamente. Entrega a trama e agrada. Peca apenas na classificação. O filme seria muito útil no futuro por ser didático, mas não pensaram nisso. Nota 8.
Liga da Justiça: Ótimo, mas a primeira e maior equipe de super-heróis merecia um filme melhor, mas compreensível devido aos sucessivos problemas durante a produção. Um filme claramente feito com medo que perdeu o público que de fato gostava do gênero. A DC só precisa se assumir e parar de tentar agradar quem nunca gostou dela. Nota 8.
Assassinato no Expresso do Oriente: Muito bom! Sou um pouco suspeito pra falar porque amo o gênero, mas mesmo quem não curte se rende àquele elenco de primeira. Um baile de criatividade visual numa fotografia impecável e história contada com as pitadas de drama e suspense na medida certa. Nota 9.
Star Wars - Os últimos Jedi: Excelente! A Disney está fazendo ótimo proveito da mina de ouro que comprou. Um filme corajoso que conversa melhor com esta nova geração e se atreve a surpreender em lugar de fazer excessiva homenagem aos originais. No terceiro ato você mal respira e já é golpeado com algo sensacional pra te emocionar. Um obra de arte visual com uma fotografia de brilhar os olhos. Só é um pouco longo e demora a entregar o espetáculo, mas ainda assim prova porque Star Wars é a melhor experiência possível no cinema com o melhor blockbuster de 2017. Nota 9,5.

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